THE OPPOSITE OF LONELINESS - MARINA KEEGAN


Hoje o dia está ensolarado e quente, não sei porque resolvi escrever justo hoje. Dias assim não me deixam muito ativa, eu fico mole e cheia de preguiça... Tudo bem que estou com uma dor de garganta chata há dias e isso também colabora para minha moleza toda. Enfim, me deu essa vontade de compartilhar um pouco sobre a minha experiência de leitura com o livro "The Opposite of Loneliness". Já adianto que foi um livro que gostei muito e sempre é uma tarefa difícil escrever sobre livros tão queridos. 

A princípio, não sabia exatamente o que esperar dessa leitura, vi a Melina Souza comentando que estava lendo e lembrei que coloquei ele na minha lista de leitura no Kindle, aquela lista longa e interminável de coisas que a gente vai acumulando ao longo dos anos, sabe? E foi assim, nesse momento inesperado, que a curiosidade acabou ganhando e eu resolvi ler as primeiras páginas, só pra sentir um gostinho e ver se iria curtir. E como curti!

A partir daquele momento eu soube que não teria volta, fiquei ali, quietinha, como quem descobre algo grandioso e ao mesmo tempo que quer sair contando pro mundo, também quer aproveitar aquilo sozinha. Eu realmente não estava pronta para o baque que esse livro me deu. De repente, de vários ângulos diferentes, me vi olhando pra dentro e repensando muita coisa. Adoro essas leituras que surpreendem dessa forma, que nos pegam despreparados e nos viram do avesso.

The Opposite of Loneliness é um livro de ensaios e ficção da Marina Keegan, jovem autora que morreu em um acidente de carro pouco depois de se formar em Yale. Eu fiquei tão encantada, emocionada e chateada com a história da Marina que tive a sensação de conhecê-la antes mesmo de ler seu primeiro ensaio. Me encantei com a forma que ela escrevia e especialmente, com a forma como ela via o mundo. O ensaio "The opposite of loneliness" me impactou, mexeu comigo de um jeito lindo e doloroso. Recomendo muitíssimo que você leia ao menos esse ensaio (infelizmente só tem em inglês). 

Ali em cima comentei que me encantei com a Marina antes mesmo de ler seu ensaio, certo? Pois bem, isso foi culpa da introdução escrita por uma das professoras da Marina e foi aí que percebi que o livro todo já tinha me conquistado. Estranho, eu sei, mas aconteceu, quase como mágica. Achei tão bonito e sincero a forma como a professora falou de sua falecida aluna que quando dei por mim, estava desesperada para saber mais sobre a Marina e finalmente ler seus ensaios. Confesso que os ensaios me encantaram mais que sua ficção, que também é incrivelmente boa. Encontramos nesse livro 9 histórias fictícias e 9 ensaios. A Marina tinha um talento e uma visão apurada, escolhia perfeitamente bem as palavras de uma forma que, independente de ensaio ou ficção, ela sabia como chegar no seu leitor.

Marina queria ser escritora e esse fato, esse querer, essa coisa tão simples, foi o que me chamou atenção. Na verdade, a Marina queria muitas coisas, assim como todos nós, mas ela não teve tempo para conquistar, ou não, aquilo que queria. A forma como sua vida simplesmente acabou me fez recordar cruelmente que somos passageiros. Esse pensamento, mesmo que dure pouco, é assustador. Mas ao encarar a leitura desse livro simplesmente não pude me desvincilhar desse pensamento, ele me acompanhou a todo momento e todas as palavras da Marina me afetaram. 

É um livro sobre morte? Ouço você perguntando. Bem, talvez sim, mas é também um livro sobre a vida. A Marina deixou uma mensagem muito dolorosa, mas também bonita, porque acima de tudo essa menina queria viver. Ela queria conquistar e mudar o mundo! Ela queria o universo. E quando me dei conta disso, percebi que eu também sou assim. Também quero mudar o mundo, quero ser gigante! Não deu tempo para a Marina ser tão grande como ela gostaria, não deu tempo para viver tanto quanto ela imaginava, não deu para escrever todas as histórias que ela queria, mas EU ainda tenho um tempo. Pelo menos eu tenho o hoje. 

Esse livro me fez valorizar meu tempo, minha vida e minhas escolhas. Já havia percebido antes que não vale a pena gastar nosso tempo e energia com coisas que não nos fazem bem, mas esse livro, por mais clichê que possa parecer, se conectou comigo de uma forma poderosa. Terminei a leitura disposta a mudar tudo em minha volta e principalmente, mudar tudo por dentro, se necessário.








Rita Zerbinatti, 26 anos, professora, apaixonada por Ficção Científica, dias chuvosos, séries de TV e café. Quer saber mais?Clique 
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