OS EXTREMOS DO MINIMALISMO


Se vocês não viram o vídeo da Ri sobre o especial documentários que ela fez, corre lá! Eu achei tão legal a ideia, que acompanhei e acabei vendo vários dos documentários na lista. Só faltou ver duas, e já planejo ver. Mas hoje, vim falar com vocês sobre meus pensamentos do documentário "Minimalismo."

Faz vários anos que já me considero minimalista. Sou meio desapegada com as coisas no geral, então naturalmente, comecei a comprar coisas só por necessidade. As vezes sonhava de poder caber minha vida inteira numa mala. Tem um certo ponto no documentário que conhecemos um rapaz que fez isso mesmo. Ele carrega a "vida" dele nas costas, e comentava que era difícil explicar para as pessoas que ele não tinha um "lar". Mas hoje, eu penso que isso já é um pouco extremo pra mim.


Como tudo na vida, temos o perigo dos extremos. Ainda me dá as loucuras de vez em quando, quero vender todo no meu guarda roupa, e vestir a mesma coisa todos os dias. Nesses momentos eu tento analisar esses sentimentos. No final de contas, a ideia do minimalismo, é ser um consumidor consciente. A sociedade em que vivemos pede que consumimos e gastamos. Tudo ao nosso redor nos estimula a fazer o mesmo. Ai chega num certo momento, que você está comprando por comprar,  e é um ciclo vicioso. Acho super importante pensar muito bem antes de comprar. Não só como afeta nossos bolsos, mas também como afeta nosso ambiente. Tem muito desperdício.

Enfim, o documentário já faz muitos argumentos válidos sobre pensarmos mais á respeito disso.

O que me chamou atenção, faz pouco, que por eu querer ser o mais minimalista possível, eu fico com consciência pesada de comprar, no geral. Não gosto de sair de compras, porque, tem muita coisa linda e maravilhosa que eu vejo e eu quero. Mas é claro, eu penso muito mais muito antes de comprar. O que acaba acontecendo comigo, é que mesmo tendo a necessidade, compro, mas arrependo logo em seguida. É incrível, toda vez. Não sei de onde vem esse sentimento.

Isso já é um problema que tenho. Talvez seja porque, de certa forma, o foco ainda está nas coisas. Pode ter aquela pessoa que acumula as coisas pra sentir um certo controle. E o minimalista pode fazer a mesma coisa: ele se livra de tudo pra sentir controle.

Eu sei muito bem que eu preciso aprender a aceitar que eu não sou robô, por mais que queira ser (as vezes).  Brincadeira, hein! Mas acho que vocês me entendem.

Sim, quero muito ficar feliz com as coisas que já tenho, mas também quero ficar feliz quando compro essas necessidades de sempre. Porque sim, sou humana. O importante do minimalismo, é aprender o que é importante, o que nos deixa feliz, e partir desse ponto. Como sempre, achar um equilíbrio. 

Nunca vou querer ser o moço que leva a vida na mala e não tem casa, porque eu quero ter uma casinha. Aquela casinha do documentário, pequena, que dá pra manter e tem tudo que eu precisar.  Espaço para os meus livros favoritos, que é super importante pra mim, e lugar pra receber as pessoas. E café, sempre vai ter café.

E o que vocês acham do minimalismo?


27 anos. fotógrafa. cidadã do mundo. amante de viagens, café e bolo. Um pouco viciada com as séries! muitas vezes sou confundida com indiana.


Me acompanhe por aí: 




2 comments

  1. Eu não sou minimalista, e acredito que nunca irei ser, estou mais para essencialista do que minimalista, tanto esse documentário que é um dos que mais gosto, como outros tem seus extremos e acredito ser difícil acreditar e fazer tudo que dizem ou tendem a dizer que você precisa fazer para se tornar algo ou melhor não se tornar.
    Gosto bastante da ideia do minimalismo quando aplicada da maneira correta,no meu ponto de vista.
    Beijos, Biahhy Silva

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  2. Sim! Concordo! Acho que a dificuldade é achar o equilíbrio... e como você diz, aplicada da forma correta. Gostei do seu conceito "essencialista" hehe
    Obrigada por comentar <3
    Bj

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