SÓ OS ANIMAIS SALVAM - CERIDWEN DOVEY


Vocês alguma vez cansaram de ser humano? Já se imaginaram alguma vez como um animal? Eu espero que não seja a única, mas imaginei várias vezes. Esses dias eu encontrei um quiz, que perguntava, "Qual é seu espirito animal?" e fui fazer. De acordo com o quiz, sou uma baleia, e as qualidades que foi listada na descrição, eu achei muito a ver com a minha personalidade. Tudo isso para dizer que eu acho que tem alguma ligação entre os homens e os animais. 

Quando comecei a ler, "Só os Animais Salvam" da Ceriden Dowey, eu fiquei muito animada. Queria muito entrar nesse mundo, descobrir como pensaria um especifico animal, se ele pudesse falar e se expressar, e como eles veriam nosso mundo. Os capítulos são dividido por cada animal, e contam a história através dos olhos deles.

Colocando de lado as minhas expectativas, eu realmente gostei desse livro. A autora fez questão de citar outras obras, de outros autores, que falavam sobre um certo animal. Por exemplo, no conto da tartuga, ele passa pelas casa de uns autores famosos, como a filha do Leo Tolstoy, Virginia Woolf e até George Orwell. Deu vontade de ler "Flush" da Virigina Woolf, já que a tartaruga presencia a Virginia Woolf terminando de escrever o livro. Eu amei esse conto, por que, nunca imaginaria uma tartaruga tão aventureira e curiosa sobre o mundo. Eu sempre imaginava eles tranquilos, andando de lá para cá, carregando a sabedoria do mundo sobre suas conchas. Mas enfim, no final do livro, tem uma lista das várias obras que ela citou no seu livro.  

Tem alguns contos que me deixaram um pouco inquietas. Uma dessas foi do chimpanzé. É uma história um pouco bizarra, escrita em forma de carta, entre um chimpanzé muito inteligente e "civilizado" e a esposa do seu antigo professor/cientista. Teve vários momentos que pensei, "É um chimpanzé mesmo?" Porque a fala dele era tão "humano" que teve momentos que eu imaginava ele como um cavalheiro britânico, inteligente demais para o seu próprio bem, e que se sentia um pouco superior. (Não todos são assim, claro, mas eu imaginava um assim)

Na minha opinião, eu acho que a Ceridwen Dowey quis mostrar, através dos olhos desses animais, que como humanidade, não somos só responsáveis pelas decisões pessoais que fazemos. As decisões que tomamos, podem afetar as pessoas ao nosso redor. Encontramos esses animais em situações de guerra, momentos extremos que mostra como o egoismo humano pode ser devastador. Nos dias atuais, podemos ver várias crises, onde esse individualismo e egoismo tem prejudicado na hora de prestar ajuda as pessoas que precisam. No livro, é difícil não parar para reflexionar e comparar situações do passado com o presente.

Enfim, eu poderia continuar aqui escrevendo de cada conto, o urso de circo impressionado, o golfinho da marinha, o cachorro nazista, as elefantes gêmeas (muito amor) e entre muitos mais. Mas espero que vocês tem ficado um pouco curiosos e vão atrás de ler vocês mesmos.


Detalhes da edição aqui


27 anos. fotógrafa. cidadã do mundo. amante de viagens, café e bolo. Um pouco viciada com as séries! muitas vezes sou confundida com indiana.


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