A MINHA VIDA FORA DOS TRILHOS - CLARE VANDERPOOL

Me senti como o Sheldon Cooper, quandi vi essa capa do "Minha Vida Fora dos Trilhos," por Clare Vanderpool, realmente encantada e apaixonada pela história que estavar por vir.

Tinha altas expectativas para esse livro, não sei muito bem o porquê, eu acho que sempre fui fascinada pela vida durante a Segunda Guerra Mundial. Parece ser tão distante, mas muitas coisas mudaram no mundo durante aquele tempo. E na correria do nosso dia-a-dia, podemos esquecer das grandes lições que foram concedidas durante a guerra. A história serve para registrar mas também nos ensina, como humanidade, a não cometer os mesmos erros dos nosso antepassados.




Nesse lindo livro, conhecemos a história de Abilene Tucker, uma garota de 12 anos, que foi enviada pelo seu pai, Gideon, para uma cidade no interior de Kansas, chamado Manifest. Manifest é uma cidade que sente os efeitos da Grande Depressão dos Estados Unidos em 1930. No último dia de aula, enquanto explorava seu novo lar, encontra uma caixa de charutos antiga com alguns objetos peculiares: Um anzol, uma chave bonita, um dólar de prata, e uma carta. Na carta, ela lê a correspondência entre dois amigos, Ned e Jinx, escrita em 1917, e aprende sobre a caçada de um espião da cidade. Intrigada, com a ajuda de duas novas amigas, ela quer descobrir quem que é esse espião. 

Um dia a Abilene perde a sua bússola, a coisa mais preciosa que tem e que a liga a seu pai. Ela descobre que foi para na casa da vidente da cidade, a Srta. Sadie. Para receber de volta a sua bússola, ela tem que trabalhar para Srta Sadie como forma de pagamento, por ter quebrado um vaso. Ela passa a ir todos os dias para a casa da vidente, e tem a oportunidade de ouvir histórias sobre as pessoas e a cidade de Manifest. 

Narrando entre o passado e o presente, temos a sensação de conhecer bem cada pessoa da cidade. Mas a história se centra na Abilene, que antes de chegar para cidade, achava que já tinha visto tudo. Por ter acompanhado o seu pai entre as ferrovias desde pequena, mudando de cidade á cidade, nunca realmente estabeleceu um ligação com os lugares. Manifest parece ter uma ligação especial na vida do pai dela, e ela vai descobrindo aos poucos como ele era e como foi que ele chegou a ser essa figura misteriosa e de poucas palavras que ela então conhece.


Entre cada nova parte, vemos recortes do jornal da época, que enriquecem a história. São pequenos artigos que me fizeram viajar no tempo, onde era comum pegar trens, ou ondr existiam trens de orfãos, que transportava as crianças  para os seus destinos. Aquela época da lei seca, onde o alcool era proibido, e apareceram o comércio clandestino. E também era época onde os immigrantes começaram a chegar nos Estados Unidos. Foi uma época que tiveram que se estabelecer em uma terra estranha e hóstil e por onde passaram muitos sofrimentos e lutas.

Todo esse contexto historico é imporante para historia. Ligando personagens do passado com os do presente. Nos trazendo uma rica história, cheia de ideias para pensar e refletir.

Até rolou algumas lágrimas no final, não pude evitar de me emocionar com a jornada da Abilene.

"Eu achava que sabia algumas coisas sobre as pessoas. Tinha até a minha lista de universais. Mas agora estava na dúvida. Talvez o mundo não fosse feito de universais que podiam ser arrumados em pacotinhos perfeitos. Talvez só tivesse pessoas. Pessoas que estavam cansadas, magoadas, e sozinhas, de sua propria maneira e no seu próprio tempo."








27 anos. fotógrafa. cidadã do mundo. amante de viagens, café e bolo. Um pouco viciada com as séries! muitas vezes sou confundida com indiana.


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