O SEGREDO DE HEAP HOUSE - EDWARD CAREY


Sempre acontece um livro te chamar atenção pela capa e pela chamada - ou propaganda  - que nesse caso era "Uma mistura de Charles Dickens com Lemony Snicket", que vem escrito na capa para justamente chamar sua atenção e comprar o livro, no entanto, na grande maioria das vezes essas propagandas nunca estão certas e quase sempre quebramos a cara. Porém, O Segredo de Heap House - que havia me chamado atenção pela capa e pela propaganda na capa - me surpreendeu demais. De um jeito bom. Do jeito que a gente espera. 

Esse livro, que faz parte de uma trilogia escrita pelo Edward Carey, nos traz a história de uma família macabra, sinistra, esquisita. Somo introduzidos em um ambiente que lembra um pouco desventuras em série: um ambiente sujo, injusto, cruel e bizarro. Essa família vive em uma mansão isolada e rodeada de lixo, mas muito lixo - inclusive, ele é quase que um personagem na história - e é nesse cenário decadente e sujo que vamos conhecer o Clod, um garoto muito peculiar: ele tem a habilidade de ouvir os objetos e eles falam seus nomes para Clod. Muito esquisito, não é? 

Além de acompanhar o Clod também iremos nos aventurar com a Lucy, uma empregada nova e ousada, ninguém consegue controlar essa menina e ela é muito questionadora e inteligente, claro que foi minha personagem favorita na história. E assim, esses dois personagens vão trilhar seus caminhos, se meter em altas confusões e nos contar suas histórias, que por sinal são muito envolventes - e esquisitas, claro. Ao ler eu imaginava um filme do Tim Burton, combinaria perfeitamente. E também recebi uma mensagem no Instragram perguntando se esse livro era parecido com O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, e sim, tem uma atmosfera onde podemos encontrar semelhanças. 

Não é um livro incrível ou que vai mudar seu mundo e sua forma de pensar, no entanto ele levanta alguns pontos que podemos criar reflexões interessantes: relação entre familiares, relação entre empregador e empregado e especialmente, nossa relação com os objetos, com o mundo material que tanto nos importa. Tirando isso, é um livro daqueles para se distrair com algo diferente mas ao mesmo tempo, não deixa de ser interessante. É uma dica que vale a pena se está procurando esse tipo de leitura. 

Outro ponto super positivo são as ilustrações feitas pelo próprio autor. Antes de começar um capítulo, sempre encontramos uma ilustração nos apresentando a um personagem, um integrante dessa família maluca, e essas ilustrações são incríveis para construir uma ambientação. O autor faz um bom trabalho construindo a ambientação na história, mas as ilustrações completam e trazem um novo horizonte. Achei realmente incrível. 

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Rita Zerbinatti25 anos, criadora do blog e canal Cheirando Livros, professora, apaixonada por Ficção Científica, dias chuvosos, séries de TV e café. Quer saber mais?Clique aqui.

Um comentário:

  1. A capa chama muito a atenção mesmo... e na hora lembrei do Tim Burton rsrs
    Gostei da indicação, Rita! A linguagem é estilo Lemony Snicket mesmo?
    Beijinhos!

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