OTELO - WILLIAM SHAKESPEARE


Oh, Romeu! Oh, Julieta! Quando penso em Shakespeare essa é a primeira coisa que me vem à cabeça. Talvez seja por que essa história é uma das mais famosas ever, mas pode estar relacionado com o fato de ter sido meu primeiro Shakespeare. E na época que li Romeu e Julieta, "nossa, que bapho!", fique apaixonada! Li mais alguns outras peças depois e de repente, esqueci do Shakespeare, nunca mais tinha lido nada desse gênio. Mas antes de começar com esse texto quero dar dois recados: 1) não vou escrever uma resenha, nesse texto vou falar da minha experiência com o livro 2) sou apenas leitura, não tenho a literatura como estudo, portanto, se quiser ler uma resenha ou um estudo completo sobre a obra, melhor procurar outro canto. Sempre bom avisar quando se trata de clássicos principalmente, muitas vezes as pessoas chegam aqui achando que vão ler uma análise. Aliás, estou bem longe disso, acho que pelo "bapho"  ali em cima vocês já perceberam, certo?

Apesar de ter amado Romeu e Julieta percebi que peças de teatro, de modo geral, não são meu forte. Confesso que deveria dar mais atenção, até por que todas as peças que li até agora - não só do Shakespeare - gostei muito. Mas enfim, esse é papo para outro dia, pois hoje venho lhes contar, com o coração dando pulinhos de alegria, que li Otelo e amei. Fiquei sem palavras para essa peça, e depois que li, fui contar essa história para os meus alunos e eles amaram. Já logo falei: estão vendo?! Ler Shakespeare é legal. E esse livro me trouxe essa sensação poderosa de volta, sabe? Me despertou novamente o interesse pelos clássicos e pelo Shakespeare.

Otelo foi escrita por volta de 1603 e traz temas tão absurdamente atuais que me deixaram muito surpresa. Na verdade, imagino que Shakespeare faz sucesso até hoje pois suas obras são, como um todo, muito atuais e discutem temas que ainda fazem parte do nosso cotidiano. No entanto, não estava pensando nisso quando fui ler, a verdade é que eu estava meio preocupada, meio com medo. Essa edição da Companhia das Letras tem 137 páginas de estudo, tudo isso antes de começar a peça. Quando peguei o livro para iniciar a leitura, claro que comecei por essa introdução e aí já deu aquele baque. 

Acabei decidindo que ia pular essa introdução gigantesca, com textos de apoio e tudo mais, e ir direto para a peça. No entanto, algo já estava latejando no fundo na minha cabeça e esse algo dizia: miga, ler isso aí vai ser difícil... Claro que esse pensamento foi totalmente influenciado pelo texto super completo que consta antes da peça, e isso me assustou um pouco. Mesmo assim fui em frente e acabei me divertindo horrores lendo a obra, adorei e no final, achei nada difícil. Talvez se tivesse pulado a introdução e ido direto para a peça, não teria ficado meio assustada antes. 

Isso já aconteceu com você? De certa forma, você já menosprezou sua capacidade por conta de textos de apoio e um conteúdo muito mais complexo e completo que tem no livro, que vai muito além do que a própria obra? Acho que isso acontece muito com os clássicos, sei que tem muita gente que tem medo. Sei que li a obra, adorei e não voltei para ler a introdução inteira, pois era algo realmente muito completo, um trabalho de estudo e não é esse meu objetivo. Nunca foi, e creio que dificilmente será. Gosto de ler pois é meu grande prazer, nunca tive essa vontade de levar algum livro a diante e fazer dele um estudo.

Ao mesmo tempo, fico pensando "li o livro mas não li a introdução inteira, não tenho vontade de ler, mas e agora?" como se não tivesse concluído de fato a história. Enfim, problemas de leitores - malucos. Compartilha comigo seus problemas de leitora/leitor para não me sentir tão sozinha no mundo. Achei muito válido compartilhar com vocês toda essa reflexão. Não dá pra julgar a obra pelos textos de apoio, e não dá também para prever sua experiência de leitura assim.


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