A GUERRA QUE SALVOU MINHA VIDA - KIMBERLY BRUBAKER BRADLEY


Hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com esse livro tão aquecedor de corações, tão gostoso que só de lembrar dá vontade de correr pra ele e ler tudo de novo. A autora é americana e trabalha também como editora, além do A Guerra que Salvou Minha Vida - um livro premiado que foi publicado esse ano pela Darkside Books - ela também tem outros livros que parecem tão interessantes quanto. 

Mas vamos logo falar sobre a história: já no começo me vi apaixonada pela narradora, a Ada, ela é uma criança que sofre de uma deficiência que a deixa com o pé torto e por isso sua mãe simplesmente não a aceita, ela sofre demais, emocionalmente e fisicamente, pois sua mãe nem pensa duas vezes antes de bater nela de todas as formas, sem contar que ela nunca saiu de casa. Para a Ada o mundo tem a forma da janela onde ela observa tudo que acontece na rua. Tudo isso faz com que, automaticamente, seu coração fique bem apertado e é muito provável que você sofrerá com a Ada também. Mas a história está apenas começando.

A Ada tem um irmão mais novo - que é super fofo -  e ambos precisaram fugir de Londres, pois a Segunda Guerra Mundial estava eclodindo e a cidade seria bombardeada. Isso aconteceu realmente com várias crianças e elas acabaram vivendo como órfãs. Muito triste. Essa realidade da guerra é perturbadora e essa história vai trabalhar com isso de uma forma diferente. Portanto, é exatamente isso que acontece com a Ada e seu irmão, eles precisam encontrar - ou serem encontrados - por algum guardião, alguém que possa adotá-los e lhes dar segurança nesse período sombrio e assustador.

Acompanhar essa história, mesmo que cheia de sofrimento, é algo lindo. Primeiro: a narrativa é super fluida e gostosa, fazendo com que a leitura tenha um ritmo muito bom. Segundo: a personagem da Ada com todas as suas dificuldades e limitações, serve de grande incentivo e exemplo para lidarmos melhor com os obstáculos da vida, sabe? Essa foi uma das coisas que mais me chamou atenção na história, a força dessa personagem que ainda é uma criança. É algo que vai te fazer ver toda essa situação da guerra de uma forma diferente, pois é narrada por essa personagem que já tem uma vida tão horrível, portanto, encarar uma Guerra como essa não é nada perto da guerra que ela luta a vida inteira. 

E ao mesmo tempo que eu falo que a Ada é uma personagem forte, ela demonstra tanta fraqueza e isso fez com que eu me identificasse tanto com ela. Ela precisa enfrentar muitos problemas que estão dentro dela mesma, ela precisa lutar contra tanta coisa e isso é extremamente difícil. A autora nos mostra o quanto isso é difícil pra ela, em momento algum é fácil superar as coisas. É uma história linda, imperdível, principalmente para quem gosta de Diário de Annie Frank e O Menino do Pijama Listrado. Acaba-se comparando essas histórias pois elas tem crianças vivenciando a Segunda Guerra Mundial, mas ao meu ver  A guerra que salvou minha vida é mais delicada, algo voltado para um público mais infantil, apesar de ser impactante também. Na verdade, é um livro válido para todas as idades!

E para minha felicidade, esse livro tem continuação! O final é muito legal e deixa um gancho incrível para uma continuação, na mesma hora que terminei já queria mais. E aproveite e clique aqui para ver todos os detalhes dessa edição incrível!




Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.