FORREST GUMP - WINSTON GROOM




"Ser idiota não é nenhuma caixa de chocolates."
Sim, cheguei aqui pra escrever um pouco sobre meus pensamentos e impressões sobre o livro Forrest Gump! Mas antes disso, como esse é o primeiro texto sobre um livro específico do ano, gostaria de fazer alguns comentários: quero mudar - um pouco - o formato desse tipo de texto, o que vocês acham? Quero fazer textos mais curtos contando menos sobre o enredo e mais sobre minha visão, sentimentos e opinião. Preciso de um alô pra saber o que preferem ou o que acham da ideia. 

Enfim, Forrest Gump é um livro narrado por um "idiota". O Forrest é um jovem com algumas limitações cognitivas que vai nos contar a história da sua vida. Frisei no contar pois ele realmente está contando a história, não escrevendo. Louco isso, né?! A maneira como foi escrito é a mesma forma como falamos, ou seja, muita coisa está errada e isso combina perfeitamente com o contexto do livro e com o nosso narrador. Sem esse pequeno detalhe o livro não seria o mesmo. 

Vamos acompanhando os grandes feitos desse personagem, observando tudo através de seus próprios olhos e eu achei isso sensacional. "Ah, mas sempre que lemos estamos observando as coisas através de outros olhos" concordo plenamente, mas aqui eu tive uma sensação diferente, não sei explicar. Eu diria que foi algo mais especial, provavelmente a forma como foi escrito ajudou bastante para criar essa sensação. Além de que o Forrest é um personagem diferente, um narrador único - e não confiável, mas divertido. 

Me pareceu que o Forrest é alguém que eu conheço, apesar das maluquices que aconteceram com ele.
Outra coisa interessante foi justamente essas maluquices, pois como um "idiota" como ele foi parar até no espaço sideral? Conheceu o presidente! Ganhou medalha de honra na guerra! Entre muitas outras coisas grandiosas. Chega a ser engraçado a ordem dos fatos e a forma como ele conta tudo isso. Mas para pra pensar na grande crítica o por trás disso! 

Por que muita gente - talvez a grande maioria - enxerga uma pessoa com dificuldades sociais, psicológicas ou mentais como alguém que não vai longe? Ok, posso parecer clichê ou moralista agora, mas temos que parar com isso. Precisamos acreditar nas pessoas. Digo isso como professora também. Temos que acreditar nos nossos alunos. Parar de ficar: ah mas essa geração não vai pra lugar nenhum mesmo, viu, não querem nem saber de estudar! Cercados de tanta tecnologia e informações a sala de aula é realmente um porre para essa geração. 

Enfim, pensei bastante sobre essa questão da diferença, a questão da capacidade de cada um. e das experiências que carregamos. Acredito que é importante parar pra refletir sobre isso, e fico feliz que essa leitura tenha me proporcionado esse momento. É uma maravilha ter a oportunidade de ler uma história deliciosa, divertida, cheia de críticas vorazes através de um personagem "idiota". E outra coisa, esse termo "idiota" é usado no livro, ok? Como ele é narrado pelo Forrest, ele não consegue entender ao certo qual o problema que ele tem, então ele acaba se vendo como um "idiota", no entanto ele tem algum problema de atraso mental (ou algo do tipo, eu não sou da área, não saberia dizer ao certo) porém, ele é prodígio em alguns assuntos como matemática e música. Eu achei isso grandioso, incrível. Ele é tido como "idiota" mas ao mesmo tempo, ele é um gênio. 

Veja só, como é lindo: cada um com suas dificuldades e cada um com suas genialidades. Vamos aprender a amar isso em nós mesmos e nos outros, por favor. 










E pessoal, última coisa - esquece aquilo que escrevi no começo sobre textos curtos, né - OLHA ESSA EDIÇÃO! Edição incrível comemorativa da Aleph, sério, biblioteca básica. Você precisa ter, não só pela beleza mas pelo conteúdo incrível. A editora Aleph está novamente de parabéns! Trabalho incrível.

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