ENDER'S GAME O JOGO DO EXTERMINADOR - ORSON SCOTT CARD


Normalmente eu leio a introdução dos livros primeiro, sem me importar se haverá algum spoiler, ou qualquer coisa que afete minha experiência. No entanto, ao pegar esse livro resolvi que leria a introdução por último e acabou sendo a melhor coisa que fiz pois o próprio autor comenta que concorda em pular a introdução dessa história. Isso chamou minha atenção e devorei com afinco a introdução escrita pelo Orson Scott Card cinco anos depois da publicação do livro. E que bela introdução! 

Ele comenta algo muito interessante, veja só: o autor se sentiu atraído pela obra do Asimov, mas pensou que o Asimov escrevia daquela forma e criava as suas histórias incríveis de Sci-Fi pois era um cientista. Como um cara como ele, que não entendia de astronomia, matemática e fisíca quântica ia escrever uma boa história de Sci-Fi? E eis que ele percebeu que não precisa ser especialista em astronomia nem nada disso para escrever ficção. Com isso, ele usaria seu conhecimento em história!

E o tema que chamou a atenção dele foi a guerra, claro. Logo ele se imaginou como se seria formar um exército para lutar contra um inimigo alienígena. Que belo tema! Fico encantada, não consigo esconder a empolgação! Assim, deu-se inicio a ideia do Ender's Game, O Jogo do Exterminador. 

Então, já sabemos que se trata de um livro onde humanos lutam contra alienígenas, certo? Certo! Mas não só isso. Sempre fico impressionada com a profundidade dessa história. Ao longo dos capítulos vamos percebendo que o mundo tal qual conhecemos parece um pouco diferente na história, até por que houve uma guerra e a humanidade está abalada. Além disso, as famílias não podem ter mais de dois filhos e essas crianças desde cedo se veem forçadas a participar de treinamentos pesados. Os melhores, claro, são escolhidos para realizar outros treinamentos mais pesados ainda. 

Conhecemos a família Wiggin, que por abuso ou descuido teve um terceiro filho. No entanto, essas três filhos são basicamente geniais e participam de treinamentos. Mas o terceiro filho, o Ender, ah, esse sim é especial. Único. E é sobre ele que os treinadores depositam a esperança para salvar o planeta. Um peso e tanto para uma criança carregar, não é mesmo?

Vamos acompanhando todo o treinamento do Ender de pertinho, desde quando ele tinha seus 6 anos até sua adolescência e devo confessar que é impossível não se apaixonar por ele, ou não entrar de cabeça em todos as crises existenciais que o acometem ao longo do tempo. Na maioria das vezes nosso coração dói ao acompanhar o Ender pele seu caminho tortuoso, e o final traz aquela pontinha de esperança. 

Devo ressaltar que esse livro é o primeiro de uma saga, os outros títulos são Orador dos Mortos, Xenocídio e Os Filhos da Mente. Confesso que assim que terminei O Jogo do Exterminador a vontade de correr atrás e começar a ler o segundo livro  foi enorme. Não tenho dúvidas de que se trata de uma saga inteligente e única, Orson Scott Card entrou pra listinha de autores favoritos. 

E não foi à toa que ele fez parte dessa lista, a linguagem e a narrativa do livro são deliciosas e rápidas, os temas abordados e desenvolvidos dentro da história são importantes e reflexivos. Confesso que não esperava menos que isso. Orson Scott Card te permite entrar nesse universo com uma sutileza estonteante. Um livro de Ficção Científica que traz aqueles grandes questionamentos da humanidade e que aborda a questão do bem e do mal no ser humano de uma forma interessante e única, tudo do jeitinho que a gente gosta. Super recomendo!

LIVRO E FILME


Não sei se você já se deparou com o filme que tem o mesmo título, inclusive, a capa do livro é do filme, e você consegue encontrar esse filme no Netflix. Acredito que é interessante fazer uma leve comparação, talvez essa nem seja a melhor palavra até por que não gosto de ficar comparando filme e livro pois são duas linguagens diferentes que amo demais. Melhor dizer que farei alguns comentários referente ao filme, assim é melhor. 

Já devo começar dizendo que o filme é excelente e não fica devendo muita coisa aos fãs dos livros, porém, é claro que muita coisa que acontece no livro não é nem abordada no filme, mas como disse, são duas linguagens diferentes. Eu particularmente adoro o ator que faz o Ender no filme, o Asa Butterfield, achei ele perfeito e mesmo lendo o livro não conseguia me desvincilhar da imagem dele. 

O filme é dinâmico e empolgante, assim como o livro. Ambos guardam uma reviravolta incrível, porém, como eu já havia assistido ao filme antes de ler o livro, essa reviravolta não foi tão chocante como poderia ter sido. No entanto, isso não atrapalhou minha experiência com a leitura e continuo achando incrível. Com isso, só tenho elogios tanto ao filme quanto ao livro. Vale a pena ir atrás dessa leitura, assim como vale a pena sentar, pegar aquela pipoca gostosa, um refrigerante e ver o filme. 




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