JOGADOR Nº 1 - ERNEST CLINE


Quando vi na capa "um novo matrix" já quis devorar essa história na mesma hora, e já estava muito curiosa para ler pois muitas pessoas incríveis já haviam indicado. E finalmente aconteceu. E foi lindo. Jogador Nº1 é o primeiro livro do autor, Ernest Cline, um americano muito nerd e muito sensacional (já vou lhes dizer o motivo desse autor ser sensacional, aguardem). No dia que comprei Jogador Nº 1 levei tanta fé que comprei outro livro do mesmo autor, Armada, e agora vejo que fiz algo maravilhoso, não vejo a hora de ler mais coisas que esse cara escreveu.

Mas chega de blá blá blá, vamos à história: estamos no futuro, 2044, vivendo em uma sociedade decante, em crise de energia e pobreza. Porém, para aliviar essa situação tão horrível, existe uma realidade virtual, o OASYS, onde a pessoa se conecta e lá vive feliz. Essa OASYS é um universo e tanto, pois existe milhares de mundos, jogos e até mesmo escolas. Portanto, se você quer viver no mundo de Star Trek, lá no OASYS você pode. E assim, você pode criar seu avatar do jeito que quiser e ser feliz. Muito incrível.

O OASYS foi criado por um homem chamado Halliday, que logo no início do livro veio a falecer (isso não é um spoiler ok) e escondeu Easter Eggs nesse imenso universo virtual, criando assim um novo jogo: quem encontrasse o Easter Egg seria o herdeiro de Halliday. Seria, na verdade, o novo dono do OASYS, um verdadeiro milionário. É claro que TODOS sairam correndo atrás das pistas para achar esse maldito Easter Egg e por 5 anos, ninguém consegui.

Agora chegamos aos personagens, eba! Wade, um jovem comum, meio loser, meio nhé, encontra uma das pistas que Halliday deixou. Mas não é só ele, tem seu melhor amigo (leia-se único amigo, Aech, que também está fazendo de tudo para chegar lá. E tem também (minha favorita!) a Art3mis, uma blogueira famosa dentro do OASYS. E esses são os personagens principais, que estão correndo com todas as forças atrás do prêmio. Mas não acaba por aí, não será tão simples para um deles ganhar pois existe uma empresa, a IOI, que fará de tudo para ganhar. Se a IOI ganhar e se tornar dona do OASYS, aí ferrou... Adeus realidade virtual, eles vão acabar com tudo.

Isso é tudo é a base da história, o mínimo que temos que saber antes de se jogar nessa aventura. No entanto, não posso deixar de comentar que o Halliday (o dono da porra toda) era fascinado pelos anos 80, então todo esse universo que ele criou tem MUITO a ver com essa década, então preparem-se para MUITA referência. E aí entra um ponto negativo: dá pra entender logo de cara que as referências são dos anos 80, porém, o autor sentiu a necessidade de repetir isso. Muitas vezes. Tudo era "isso é dos anos 80", "aquilo ali é dos ano 80"... ok, entendi, querido. Essa foi a única coisa que me incomodou durante a narrativa.

Não achei que iria me divertir tanto lendo esse livro, mas realmente, foi incrível. Além de me divertir, aprendi muita coisa (principalmente dos anos 80, haha), e alguns temas que a história aborda também causam muita reflexão, por exemplo, a questão da necessidade de uma realidade virtual. Hoje em dia, do jeito que as coisa andam, eu não duvido que daqui há alguns anos, teremos uma vida parelela em uma realidade virtual. Com as tecnologias que temos hoje já é difícil se ajustar no mundo real, imagina tendo acesso há um OASYS. As pessoas de fato abandonariam suas vidas reais. Além disso, também conseguimos refletir sobre a crise de energia que a história apresente, apesar de que, o autor não aprofunda muito essa parte.


Enfim, melhor parar de escrever, se não... Espero que vocês tenham criado algum interesse pelo livro, é uma história muito legal, envolvente e cheia de referências bacanas. Indico esse livro especialmente para quem curte os games da vida. É sensacional! 


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