MULHERZINHAS - LOUISA MAY ALCOTT


Esse foi o livro que quando terminei de ler a última página desejei fortemente ter conhecido essa obra quando era mais nova. Mulherzinhas é considerado um grande clássico da literatura e desde sempre me chamou atenção, só o título já basta para atiçar minha curiosidade. No entanto, percebi que tinha uma ideia errada dessa obra, achava que Mulherzinhas era um livro no estilo de Orgulho e Preconceito da Jane Austen, ou de outros romances clássico do século XIX escrito por mulheres. Eu particularmente adoro a literatura produzida por mulheres naquela época (principalmente na Inglaterra), sou muito fã da Jane Austen e das irmãs Brontë. Entretanto, existe uma grande diferença entre a obra dessas autoras que tanto admiro e Mulherzinhas: se trata de uma obra do século XIX voltada para o público jovem. 

Quando comecei a ler essa obra ainda não tinha percebido que estava com um livro voltado para o público juvenil, com isso achei o primeiro capítulo muito bobo. No entanto, logo me vi tão envolvida  e totalmente apaixonada pelas personagens que resolvi deixar de lado meus preconceitos bobos e me jogar na história. E só para esclarecer: infelizmente eu ainda tenho certa barreira com livros voltado para o público jovem, principalmente por que até hoje não li nenhum que fez diferença na minha vida (adulta), ou que me marcou de alguma forma especial (esses YA da vida não funcionam bem comigo), mas estou tentando mudar isso! Enfim, para a minha surpresa eu simplesmente adorei Mulherzinhas e vou contar por quê.

Primeiramente, vamos saber um pouco mais sobre a história. Antes de começar, é importante lembrar que a autora escreveu essa obra usando muitos elementos autobiográficos, ou seja, está cheio de experiências que a própria autora viveu. Agora sim: temos aqui a família March, que é composta pelo Sr. e Sra. March e suas quatro filhas Meg, Beth, Jo e Amy, todas jovens. Uma família feliz e harmoniosa, porém, Sr. March teve que partir para a guerra e além disso, perdeu seu dinheiro. Ou seja, logo no começo da história já temos as quatro irmãs lamentando a vida pobre e a falta do pai. 

Com isso, vamos acompanhando de pertinho tudo tudo que acontece na vida dessas meninas durante um ano de uma forma super delicada. A delicadeza e a simplicidade da história e da narrativa acabaram por me encantar. Senti que a autora me tinha em suas mãos, senti que fazia parte daquela família, e por fim, me senti muito feliz com essa leitura. Logo eu, que só leio coisas nada felizes, gosto de histórias que me arrebatam, que tiram uma parte de mim, que me reviram inteira. Não foi o caso de Mulherzinhas, essa livro apenas caiu em minhas mãos para adoçar minha vida e me deixar em paz, feliz. 

Tem mimimi? Sim. Tem partes bobas? Sim. Mas é uma história para adolescente! E é uma história que encanta, que abraça, que enche o coração de coisas boas. Mesmo eu não sendo adolescente me senti emocionada e aprendi muito com a família March. Bem, por se tratar de um livro juvenil não aborda grandes questionamentos, mas ainda assim traz temas pertinentes que podemos discutir e explorar. Vale muito e pena se aventurar com essas quatro irmãs de mente e coração aberto, com certeza irá se divertir, não importa sua idade!



Um comentário:

  1. Rita! Adoro essa história! rs
    Quando estava na faculdade, a professora de História da arte passou o filme Adoráveis mulheres (já assistiu? Indico!), e fui caçar o livro Mulherzinhas. Demorei um ano pra ler, porque já sabia da história... Mas ao mesmo tempo eu não queria que acabasse... Uma história tão doce, não é? Deu até saudade rs
    Beijinhos!

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