AGNES GREY - ANNE BRONTË

Sempre tive muita curiosidade para ler mais livros das irmãs Bronte pois tudo que li até agora foi simplesmente incrível. Essas mulheres me pegaram de jeito, acho difícil não gostar de algo escrito por elas e agora posso realmente afirmar isso pois faltava conhecer a escrita da Anne Bronte, e agora já li e adorei.  Infelizmente, a Anne menos conhecida e eventualmente menos lida entre as irmãs, no entanto isso não a deixa para trás no sentido de qualidade literária. Consegui notar grande diferença entre os romances que já li (Jane Eyre e O Morro dos Ventos Uivantes) mas a maior diferença foi notada em Agnes Grey.

Anne nos apresenta uma personagem forte e decidida, que nos conquista e nos faz refletir muita coisa logo de cara. Agnes se encontra em uma família com dificuldades financeiras, seu pai obteve muitas dívidas e com elas veio a depressão. A situação era bastante desesperadora e as mulheres da família resolveram tentar encontrar uma solução. Com isso, Anne vê uma ótima oportunidade de se mostrar capaz e declara que quer ser preceptora. Sua mãe a ajuda e logo ela consegue o trabalho, se sentindo feliz por ter conquistado essa independência. 

No entanto, Agnes,  uma pessoa racional, inteligente e discreta, logo se vê enfrentando imensos obstáculos não só por ser uma mulher, mas por ser a preceptora de uma família rica, que a trata com desrespeito em várias ocasiões. Ou seja, a dificuldade não se encontra apenas no fato dela ser uma mulher buscando independência, mas também existe a dificuldade da profissão que ela exerce e claro, a dificuldade em estar rodeada de pessoas de uma classe social superior.  Enfim, são variados os obstáculos que ela encontra, porém, tudo isso a faz crescer em vários aspectos, principalmente social e emocionalmente.

Uma das coisas que mais gostei desse livro são os temas abordados. Anne vai tratar do tema da mulher na sociedade, vai criticar e levantar questionamentos imensamente interessantes até os dias de hoje. Além disso, o tema da educação também foi desenvolvido, já que nossa personagem principal é uma professora. E devo confessar que como professora me identifiquei muito com a narrativa e pude perceber, com espanto, que muita coisa ainda permanece igual. Só lembrando que esse livro foi publicado em 1850. Pois é.

Outra coisa que vale destacar é que Agnes Grey não promete um romance, logo de cara já percebemos que essa não é a intenção da autora. Ela nos conta meio que em forma de diário o que aconteceu com ela e tudo isso recheado de críticas sociais. Essa é uma das principais diferenças entre Agnes Grey e os outros romances das irmãs: Anne traz uma pegada muito mais social, problematiza e discute muita coisa, e claro, de uma forma sensacional. Não estou dizendo que os outros romances não trazem questões sociais ou críticas, trazem sim, muito! Afinal, as irmãs Bronte são conhecidas por estarem à frente de seu tempo, mas Agnes Grey tem um foco maior nessas questões sociais. Vale a pena conhecer essa história. 


E essa é a minha opinião! Preciso lembrar que não sou especialista em literatura, estou aqui apenas compartilhando minhas impressões! Me conta, já leu Agnes Grey ou algum outro romance das irmãs Bronte? 

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