Toda luz que não podemos ver - Anthony Doerr

Devo confessar que o que me atraiu nesse livro primeiramente foi a capa e o título. Sim, sou dessas, mas quem nunca se atraiu por um título ou uma capa bonita, não é mesmo? Sem contar que acho muito saudável nos atrairmos pelo projeto gráfico ou pelo título do livro, isso também diz muito de quem somos. Mas essa é uma discussão para outro dia. Em segundo lugar, decidi que definitivamente iria lê-lo quando descobri que a história retratava a Segunda Guerra Mundial, tema que me interessa bastante. E hoje venho comentar um pouco sobre a minha experiência de leitura! 

A princípio tinha alguns receios com relação à narrativa pois algumas pessoas haviam comentado que era lento, que tinha partes chatas. Como estou lendo Anna Kariênina não queria ler uma história lenta e com partes chatas, mas resolvi que iria experimentar, caso fosse realmente lento eu pausaria a leitura e retornaria depois de Anna K. No entanto, não encontrei nenhuma parte lenta ou chata, a narrativa me cativou e me envolveu muito desde a primeira página. Foi uma daquelas experiências que a gente mergulha na história e vive aquilo intensamente, sabe?

Toda luz que não podemos ver vai trazer duas histórias, duas narrativas, cada uma delas com seu núcleo de personagens. Na primeira temos Marie-Laure, uma garota francesa que perde a visão quando criança e mora com seu pai, que trabalho em um museu. A segunda história traz Werner, um garoto alemão muito inteligente que se torna responsável por encontrar transmissões ilegais durante a guerra. Portanto, esses dois personagens principais e os personagens que os acompanham ganham um desenvolvimento incrível e significativo na história. 

A história vai sendo marcada por momentos pequenos com extraordinária beleza e grandes acontecimentos. A Segunda Guerra Mundial se torna um personagem na história, mas acima de tudo o Mar de Chamas também é um protagonista. O Mar de Chamas é um diamante super valioso que está trancado a sete chaves no museu onde o pai da Marie-Laure trabalha. Por causa da guerra o diretor do museu entrega o diamante e suas réplicas para alguns funcionários, inclusive para o pai da Marie. E esse diamante vai de um jeito direto ou indireto guiando a história, principalmente por que a história dele envolve uma maldição. Será que o pai da Marie possui o diamante verdadeiro? Será que é por isso que tanta coisa ruim acontece com sua família?

Ao meu ver essa história tem uma delicadeza profunda, com um toque muito singelo e ao mesmo tempo, puramente melancólico. As narrativas desses personagens se cruzam, se entrelaçam, se completam e isso torna a história muito bonita. É um livro emocionante, envolvente e sua estrutura nos ajuda a devorar as 526 páginas, pois os capítulos são muito curtos. É uma leitura deliciosa, que me fez repensar muita coisa. Vale a pena!

5 comentários:

  1. Oi, Rita!
    Adorei a resenha! Já ouvi muita gente falando bem desse livro. Fiquei com mais vontade ainda de ler rsrs
    Beijinhos

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    1. Oi, Kelly! :D
      Vale muito a pena, você vai gostar!
      Beijão!

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  2. Respostas
    1. Sua lindaaa! Acho que você irá curtir bastante também! ;)
      Beijão! <3

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  3. Olá, Ritaaa!
    Ouvi falar desse livro pela primeira vez na Turnê Intrínseca e me interessei de cara, a capa é realmente linda também - além do título -. Fico curiosa com tudo que envolve Segunda Guerra Mundial, é um assunto que sempre me deixa intrigada. A história parece ser bem diferente e original, mais um ponto positivo. Ainda pretendo ler! Tá na lista de desejados, haha.

    Beijo <3

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