Drácula - Bram Stoker

Imagino que todos vocês já conheçam a história do Drácula. Se não conhece a história, pelo menos ouviu falar, certo? Pois se trata de um livro escrito no final do século XIX, do qual a história se espalhou pelo globo e inspirou autores, cineastas, músicos, entre outros. Já ouviram falar na série de TV Penny Dreadful? Drácula também é referência nessa história e em muitas outras das quais temos contato hoje em dia.

A história é mundialmente conhecida, de modo que prefiro escrever mais sobre a minha experiência de leitura do que escrever sobre a história em si. Portanto, devo confessar que nunca tive muita vontade de ler o Drácula, por dois motivos: 1. Medinho e 2. achava que já conhecia a história muito bem. No entanto, o livro me surpreendeu em vários aspectos, principalmente no estilo da narrativa e se transformou em um dos meus livros favoritos do ano.

Drácula tem os elementos de um romance epistolar, mas não é só isso, além das cartas também existem diários e reportagens. É o tipo de narrativa que o leitor toma o conhecimento de tudo que está acontecendo, enquanto o personagem ainda não sabe de nada. Na minha opinião, esse formato enriquece muito a leitura e pelo contrário do que muitos pensam, isso não faz com que o livro seja chato.

Por ser uma história do século XIX é claro que muita coisa pode soar clichê e previsível, afinal, conhecemos histórias de terror de todos os tipos e muitas delas se inspiraram no Drácula. Algumas cenas me fizeram perder o sono, outras eu já previa o que iria acontecer, mas uma coisa é fato, devorei o livro. Não conseguia largar por nada no mundo. A narrativa tem um poder de envolvimento genial! E se você acha que não vale a pena ler o Drácula por ser uma história tão conhecida e adaptada, dê uma chance, tenho certeza que não irá se arrepender.

Enfim, preciso registrar também a minha relação com as duas edições das quais tive contato durante a leitura. Li a edição pocket da L&PM Editores e também li no Kobo a edição hardcover e bilíngue da Landmark. Confesso que fiquei muito aborrecida com a tradução da Landmark. Já ouvi muita gente comentar que as traduções dessa editora são ruins, mas nunca dei muita importância, devo confessar. No entanto, senti uma diferença monstruosa de uma edição pra outra. Com a tradução da Landmark comecei a acreditar que estava lendo uma adaptação da história, pois parágrafos inteiros simplesmente não existiam. Depois de comparar as duas edições e o original em inglês, achei melhor ler a edição da L&PM.

Portanto, se você tem interesse em ler o Drácula recomendo que leia a edição da L&PM pois li e tenho certeza que tem uma boa tradução. Vale a pena!

4 comentários:

  1. Por dois motivos: 1. Medinho!!! hahahahahhahahaha....
    Não sabia dessa estrutura narrativa de Drácula, fiquei com vontade de conhecer melhor a obra. Adorei o texto. Beijos <3

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    1. É bem legal mesmo! Mas dá medinho viu hahaha tem umas cenas beeeeeeem sinistras, de dar arrepio sabe?! É super bacana! Acho que você vai adorar!
      Querida, obrigada pelas visitas lindas por aqui! <3
      Beijão!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Infelizmente, ressalto o vocabulário muito rebuscado, deixando-o muito chato às vezes(pela 1ª vez vi a palavra "soslaio" na minha vida!) e tem um texto muito "pesado" também, no sentido de ser formal demais, algo costumeiro dos clássicos antigos. Mas não lembro do Dr. Jekyll e Mr. Hyde(também da L&PM) padecer desse mal. Bom, o fato é que várias vezes tive que reler trechos pra entender o que o autor gostaria de passar; não sei foi neura minha, só sei que aconteceu :P
    Fora desses aspectos técnicos, mas falando do livro em si, ele possui alguns momentos maçantes, como nas várias páginas que Jonathan Harker descreve minunciosamente os locais por onde ele passa, as pessoas, as comidas que ele come... Deus, que trecho longo. Do início até mais ou menos o meio do livro, ele fica assim, se alternando entre esses momentos monótonos aos mais legais, interessantes e tensos.
    Maaaaaas, apesar das minhas considerações acima, não é um livro ruim não. Pela 1ª vez venho lendo ele e estou gostando muito! É incrível como o autor tinha uma mente inventiva e extremamente cinematográfica na hora de descrever as cenas. Um exemplo é quando...
    *SPOILER*
    ...em uma das cenas iniciais o Drácula rouba o filho de uma mulher para dar de comer para as suas amiguinhas vampiras. Jonathan, da janela do castelo, só enxerga os lobos indo em direção da mãe, mas o alcance da sua visão é limitado, só ouve os gritos e logo em seguida os lobos com os lábios ensanguentados indo embora.
    A magia dessa cena é que já perdi as contas de quantas vezes já vi isso acontecer! Seja em filmes, animações, games ou seja lá qual for o meio! Recurso avançadíssimo que não pensei que viria a ser descrito em um livro, muito menos na época que foi lançado. Será que o Bram Stoker é que pioneirizou essa cena?!
    Não sei se o filme "Drácula de Bram Stoker" conseguiu transmitir com clareza certas cenas como essas que aparecem, mas se fez, o diretor já merece minha admiração!
    Todo dia antes dormir, apago a luz, ligo minha pequena luminária e leio essa pérola... e já fazem uns 3 meses isso O.O Aí você pode se perguntar "Caramba! Meses pra ler esse livro?!". Bom, como eu leio só durante a noite, às vezes o sono aperta, e eu lia menos ainda nos momentos cansativos do livro, fora um mês inteiro que fiquei sem ler nada, antes da metade do livro :X
    Enfim, tô com pena dele já estar acabando(menos de 80 páginas) :(

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