Leituras da semana: Gregorio Duduvier e Carlos Drummond de Andrade

Como já sabem, estou lendo Os Miseráveis que é uma leitura incrível e intensa, portanto senti aquela certa necessidade de ler outras coisas mais leves. E foi assim, ao acaso, que escolhi esses dois livros incríveis de poemas: ligue os pontos poemas de amor e big bang do Gregório Duduvier e Sentimento do Mundo do Drummond. Sou apaixonada por poesias e no entanto não leio tantas poesias como gostaria, mas quando leio me sinto como se fosse parte do mundo. Adoro essa sensação de não estar só, de fazer parte de algo maior e a poesia me proporciona esses momentos únicos. Então não seria nenhuma surpresa se eu dissesse que me apaixonei por esses livros. E me apaixonei muito. Cada um com seu jeito único conquistaram meu coração. E então, vamos conversar mais um pouco sobre eles?

Começando pelo lindo e eterno Carlos Drummond de Andrade. Nesse livro recheado de poesias simples e arrebatadoras, daquelas que vão te pegar pela mão e te mostrar um mundo novo bem aqui aonde você vive, só faltava abrir os olhos do coração pra notar. E esses poemas e poesias, tão simples, vão dialogando com você com a calma da brisa da praia em uma tarde de verão. É tão bonito ler Drummond, é uma experiência única que deixa marcas profundas, às vezes machucando, outras vezes acariciando. Sim, poesia pode machucar, palavras podem machucar. No entanto, se Drummond te machucar com as palavras, ele também te fará perceber realidades que talvez você desconheça, e a verdade vem sempre acompanhada de alguma dorzinha aqui ou ali. 

Ao mesmo tempo que ele machuca, ele sara. Mostra também as miudezas, as simplicidades que por tão simples deixamos de notar. Ele te fala bem mansinho sobre amor, sobre sentimentos, sobre os ombros que suportam o mundo. E tudo isso dialogou comigo de um jeito muito peculiar, essas poesias parecem que entraram em mim. Percebi que eu também suporto o mundo com os ombros, que também "tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo" e então, o que fazer? Esse é um livro simples de ler, gostoso de apreciar, com palavras poderosas armadas de sentimento. Valiosíssimo. 

Em contraponto temos também os poemas do Gregório, que também me conquistaram pela simplicidade porém, de uma forma diferente. Ele é simples, por vezes indiferente, se trata em sua generalidade sobre o cotidiano de uma cidade, o cotidiano de uma vida. Podemos ver incrustado nesses poemas, a cidade do Rio de Janeiro. Estive uma única vez no Rio e não conheço suas histórias nem suas esquinas. E esses poemas me deixaram um toque de curiosidade, com uma vontade de escrever sobre a minha cidade também, com aquela sensação de que o desconhecido é mais gostoso. Eu adorei o estilo de escrita desse moço, tão jovem e talentoso. Adorei a forma como brinca com as palavras, como brinca com o leitor. Ler os poemas do Gregório é como chegar em casa depois de um dia de trabalho e finalmente tirar os sapatos, vem aquela sensação de alívio, de conforto. Com seu jeito contemporâneo e lindo esse livro também é valiosíssimo. Super recomendo. 

 no princípio era o verbo
uma vaga voz sem dono
vagando pela via láctea.

depois veio o sujeito
e junto com ele todos
os erros de concordância. 


6 comentários:

  1. Rita, vou te falar que lendo sua resenha me deu vontade de estar numa praia tranquila, num dia não muito quente, tomando água de coco e lendo essas poesias do Drummond! rsrsrsr Sério, me deu muita vontade de ler!
    bjs,
    Manu
    manuetudomais.blogspot.com.br

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    1. Pois é né Manu! Eu também queria estar na praia, curtindo a brisa do mar, lendo poesias... vida boa! haha
      Beijos, querida! <3

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  2. Nossa, o livro do Gregório está na minha lista de "quero ler" do Skoob há tempos!E o outro livro dele também, Put some farofa. Bjos, sigo e adoro seu blog! Marcela

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    1. Oi, Marcela! Obrigada, querida!
      Eu super recomendo esse livro do Gregório mesmo, muito lindo. Estou muito interessada em ler mais obras dele! Um rapaz com talento!
      Beijos!

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  3. Nossa, sou apaixonado pelo Rio. Só estive uma vez lá, como vc, mas é uma cidade que apaixona de cara! Fiquei super curioso em conhecer a cidade pelas vias do poema. Te entendo pois estou na mesma maratona com Os Miseráveis, e é sempre bom ler algo a mais . Pelo post, amiga! Abraço forte!!
    Quando tiver um tempinho, dá uma passadinha no meu blog, ele está com saudades suas! rsrsr

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    1. Pois é, amigo. É bom dar umas pausas no Miserentos pra respirar um pouco, curtir algo mais leve... E eu cheguei no terceiro tomo e agora deu uma travada, to achando mais arrastado e eu to me distraindo muito! Acabei lendo outras coisas esses dias, coisas mais leves e que me ajudaram muito.
      Vou passar no seu blog sim, amigo! Adoro aquele cantinho!
      Beijos!

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