Helena - Machado de Assis


Quem conhece o poder da narrativa do Machado de Assis, um de nossos grandes escritores, vai entender esse texto, que não tem a mínima intenção de ser neutro. Me encantei com o escritor carioca desde quando li Dom Casmurro há uns anos atrás, e continuo me encantando com seu poder literário.

Uma indicação simples, de uma pessoa querida, que me fez pegar esse livro com gosto pra ler. Decerto que jamais pegaria um livro do Machado sem esse gosto pela leitura. É o mínimo que se pode fazer. Contudo, quanto mais lia, mas anestesiada me sentia. Mais presa, enciumada, revoltada e encantada ficava. Que história! Que personagens! Já perceberam que foi caso de amor, né? Pois bem, e foi mesmo. Daqueles amores que não julgam o livro pela capa. Daqueles amores verdadeiros, profundos (vejam como me encaixo nos padrões do Romantismo,rsrs). Mais uma vez, entendo quando as pessoas exaltam Machado. O cara sabia muito bem o que estava fazendo, era um gênio com as palavras.


Esse livro nos conta a história do conselheiro Vale, que já morre no primeiro parágrafo, e deixa parte de sua herança para uma desconhecida da família, a Helena. Logo descobre-se que essa desconhecida é também filha do conselheiro. Sendo vontade do morto, ela passa a viver com a nova família, ou seja, com sua tia D. Úrsula e seu novo irmão, Estácio. 

Com a chegada da Helena, muitas coisas acontecem. Um ambiente inteiramente novo é criado. E ela consegue conquistar a nós todos. Particularmente falando, me identifiquei com a Helena em vários aspectos, e torcia por ela, apesar de tudo. A premissa, é simples, não tem nada de novidade, o que encanta é a maneira como nos é contada essa história. Como a cada capítulo você se sente parte não só do contexto, mas dos personagens em si. Parecia que eu conhecia os sentimentos de cada um. E confesso, mesmo tentando adivinhar o final, ainda me surpreendi. Além disso, existe uma forte crítica a sociedade que nos faz refletir até mesmo sobre a atualidade.
"Mas a tristeza é necessária à vida, acudiu D. Tomásia, que abrira os olhos logo à entrada do marido. As dores alheias fazem lembrar as próprias, e são um corretivo da alegria, cujo excesso pode engendrar o orgulho."
Por fim, é uma história simples e brilhante. Não é considerada pelo autor como sua melhor obra, já que Machado a escreveu muito jovem, mas abriga vários elementos Machadianos, como dizem. E mais uma vez, sua heroína chama muita atenção, principalmente por seu charme e encanto. Se bem que, não vejo Helena como heroína, ela expressa força, caráter e atitude, porém, suas fraquezas acabaram tendo mais significado. 

E para saber mais sobre a Helena, basta ler o romance. Super recomendo!

"Não são ideias, são sentimentos. Não se aprendem; trazem-se no coração."


Mais informações:
Titulo: Helena
Autor: Machado de Assis
Editora: Pavana
Páginas:316
Compre aqui

2 comentários:

  1. Olá, Rita :)
    Após ver essa resenha maravilhosa e cheia de sentimento, como não correr e comprar Helena, do Machado? <3
    Confesso que nunca li nada dele, por nunca precisar ter lido no Ensino Médio, mas agora perdi o medo e estou buscando leituras clássicas. Pretendo começar com O Alienista, do Machado, já leu? Se sim, o que achou?
    Beijos :*
    http://ourivesdaspalavras.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Mari!
      Ahh, esse livro mexeu tanto comigo. Adoro. Meu primeiro contato com Machado foi com Dom Casmurro, que eu adoro. E depois li alguns contos, mas ainda não li O Alienista, dizem que é muito bom. Super recomendo Helena e Dom Casmurro, são clássicos e mas são bem tranquilos de serem lidos.
      :D
      Obrigada pela visita <3

      Excluir

Tecnologia do Blogger.