Fique onde está e então corra - John Boyne


O que posso dizer sobre esse livro? Por ter sido escrito pelo John Boyne, as expectativas que temos é de uma boa história, um bom desenvolvimento e personagens cativantes. E é exatamente isso que encontrei lendo esse livrinho que contém uma história triste e bela. A pureza e inocência do personagem principal desse livro, o Alfie (que é uma criança de 9 anos), envolve toda a história e transforma a narrativa em algo simples e até mesmo infantil. E tudo isso da melhor maneira possível.

Somos apresentados ao George Summerfield e a Margie Summerfield, pais de Alfie, um garotinho muito simpático e esperto. Eles vivem em Londres, na Rua Damley. É o aniversário de 5 anos do Alfie, e justamente nesse dia especial eles são informados de que a 1º Guerra Mundial vai começar. Portanto, naquele triste ano, Aflie ganhou uma triste festa. Mas pior do que isso, seu pai foi um dos primeiros voluntários para se alistar no exército e lutar pela pátria. E partir dessa data, Alfie soube que ficaria longe de seu pai por um bom tempo.
Conhecemos também outros personagens que moram na rua Damley, entre eles: a Vovó Summerfield, Joe Patience, os Janácek, e Bill Hemperton. Todos eles, cada um a sua maneira, vive o drama da guerra. E somos apresentados a esses dramas com um olhar infantil, mas que sabe muito bem o que está acontecendo ao redor. Como sabemos, a Guerra durou um bom tempo e Alfie ficou sem ver seu pai por 4 anos. Entretanto, ele percebeu que o pai, que sempre enviava carta deixou de fazê-lo,  e ele passou a acreditar então que seu pai havia morrido, porém, sua mãe sempre dizia que ele não enviava notícias por estar em uma missão secreta para o governo. É claro que Alfie não acreditava nela. 

Vamos acompanhando tudo o que as pessoas vão perdendo ao longo da guerra e a família de Alfie, que agora consiste em sua mãe e ele (pois a vó é independente e mora na casa ao lado), acaba passando por algumas dificuldades financeiras. Sua mãe trabalha em 3 empregos ganhando uma miséria para pagar o aluguel e comida. Para ajudar a mãe, Alfie decide trabalhar como engraxate em uma estação de trem, e certo dia, engraxando o sapato de um médico, ele acaba descobrindo o real paradeiro de seu pai. A partir de então, temos um personagem movido pelo amor, que fará de tudo para ajudar a salvar a pessoa que mais ama.

Eu gostei muito da ideia da narrativa infantil e simples, é um livro para ser lido em um dia, tamanha é sua simplicidade na escrita, entretanto, ele carrega um conteúdo extremamente adulto, cruel e difícil de ser compreendido: os terrores da guerra. Vemos como cada personagem reage a essa situação de desespero, e nos sentimos como eles. Choramos e sofremos quando eles choram e sofrem. É uma história envolvente que aos poucos vai ganhando uma profundidade que eu não esperava, e teve um final tão bonito que me fez abraçar o livro, mas eu queria mesmo era abraçar os personagens. Tem muita crítica social e política, claro, mas tem um humanismo muito grande, uma mensagem muito bonita. Vale a pena ser lido.

Só queria comentar sobre uma cena em que o Alfie entra no hospital onde estão os soldados feridos na guerra. O que ele vê ali, e a maneira como ele reage àquilo, me chocou! Me deixou emocionalmente desestabilizada, exatamente como ficou o personagem ao encarar aquela situação. Então, a linguagem simples não influencia a maneira como você vai se sentir diante de algumas cenas, ao mesmo tempo que ela transmite uma leveza também sabe ser cruel.
Mais informações:
Titulo: Fique onde está e então corra
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
Páginas: 224
Ano: 2014 
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4 comentários:

  1. Que história triste e emocionante, fiquei com vontade de ler este livro agora.

    ~ oquenaocabenaestante.blogspot.com.br

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    1. Oi!
      Essa história é muito emocionante mesmo, vale a pena!

      Abraços.

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  2. Gostei muito da temática do livro. Me empolguei com essa história que parece ser muito interessante e já quero ler.
    Estará nas próximas aquisições.

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    1. Oi, Andressa!
      Vale muito a pena! :D

      Abraços.

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