Quem é você, Alaska? (Looking for Alaska) - John Green



“Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia.”
Dizem por ai, "nāo julgue um livro pela capa." Eu lhes digo, nāo julgue um livro pelos primeiros capítulos. As vezes,  um livro pode te surpreender. Depois que li a "Culpa das Estrelas", fiquei animada de ler outro livro do John Green. Eu penso que o John Green escreve de uma maneira bem divertida e sobre tipo de coisa que se pode sublinhar e voltar pra ler depois. Se ele fosse um gênero de cinema, eu lhe colocaria como "comédia romântica". Mas nesse caso, tinha umas partes do livro que nāo me convenciam e estava começando a ficar irritada com a personagem da Alaska. Mas já que o livro é curto (229 páginas) decidi continuar e que bom que eu fiz isso! O final do livro me inspirou muito, em especial, o último capitulo.

O protagonista, Miles, é um adolescente, tímido e que gosta de ler biografias de pessoas famosas. Ele buscava as últimas palavras dessas pessoas e memorizava elas. Ele decide mudar para uma escola interna em Alabama, buscando, nas palavras de François Rabelais, "o grande talvez". Aí ele conhece seus primeiros verdadeiros amigos: Colonel, Takumi, Lara e A Garota, Alaska.

Logo vemos que o Miles se interessa pela Alaska, uma garota bem extrovertida, que gosta de falar o que pensa e faz o que quer; mas também é problemática e guarda segredos. Descobrimos aos poucos, que ela tem um passado que lhe assombra. Juntos, essa turma, fazem brincadeiras com os seus colegas de classe, e tentam responder as grandes perguntas que faz o professor de religiāo.  Especialmente a pergunta que a Alaska faz ao Miles, "como saímos desse labirinto?", trecho adaptado do livro "Cem Anos de Solidāo" do Gabriel Garcia Marquez.

E então, de repente, um acidente acontece e o livro fica mais interessante.
“Isso é o medo: Perdi uma coisa importante, não consigo achá-la, preciso dela. É o que a pessoa sentiria se perdesse os óculos, fosse até uma óptica e descobrisse que todos os óculos do mundo tinham se acabado e que, agora, ela teria de se virar sem eles.”

 
Não posso falar o que acontece sem ter spoilers, mas a segunda parte do livro me deixou muito pensativa. Os personagens começam a abordar a pergunta, "como saímos do labirinto?". Vemos que a vida é um labirinto, estamos tentando achar a saída, mas nos perdemos durante o trajeto. Voltamos para atrás e as vezes temos que começar tudo de novo. Muitos de nós são como o Miles, recentemente nos atrevemos a fazer algo fora do normal, outros como a Alaska, sem medos mas mesmo assim levando o peso enorme do passado. Tem os que são igual o Colonel, que vem de uma situação difícil, mas estão lutando para serem melhores. E assim vai.



"A única maneira de sair desse labirinto de sofrimento é perdoar."

E o que mais gostei do livro foi essa frase, que muitas coisas podem passar nas nossas vidas: perdemos nosso primeiro amor, amigos que nos abandonam, planos frustrados, e tudo que nos pode acontecer, mesmo assim, devemos sempre perdoar. Perdoar as pessoas que nos magoam, o labirinto que é a vida, que nos confunde e que nos faz perder e até mesmo perdoar nós mesmos. Também erramos e sem querer magoamos, e se não temos o perdão, fica mais difícil deixar pra trás todas as coisas ruins.

Mais informações:
Titulo: Quem é você, Alaska?
Autor: Jonh Green
Editora: Martins Fontes
Páginas: 229

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