Eu sou Malala: O mundo mudou, mas eu não




Tem um poema da Emily Dickinson que fala que os livros são o meio de transportação mais barato que existe. Eles permitem que conhecemos novas terras sem precisar colocar a mão no bolso. Esse é o caso do livro "Eu sou Malala."

Eu já sou suspeita de falar sobre a cultura árabe, eu acho fascinante, e um dos meus escritores favoritos é o Khaled Hosseini. Esse livro conta a história real da Malala Yousafzai e como ela foi baleada pelo Talibã por lutar pelo seu direito de ter educação. Ela escreve sobre a beleza do seu país, mostra como a vida era antes do Talibã chegar, e explica sobre a situação do povo no vale de Swat.


Pra ser sincera, eu não sabia muito do Paquistão antes de ler o livro. Sempre sabia mais da história do Talibã no Afeganistão. Mas a Malala é inspiradora, já com 16 anos parece ter vivido uma eternidade. Já fez mais nos seus poucos anos do que eu posso sonhar. Mas apesar de tudo que tem acontecido com ela, continua, lutando pelo direito á educação.


Malala vem do povo Pachtun, originados do Vale Swat no Paquistão. Aos 11 anos de idade começou a escrever um blog com o pseudônimo Gul Makai, falando sobre a vida sob o regime. Os Talibã forçaram o encerramento das escolas e proibiram a educação das meninas. Lamentavelmente, o Paquistão ocupa um dos piores lugares no mundo onde muitas crianças estão fora da escola primária. São 5,1 milhões de crianças que não vão à escola, e eles tem esse direito de acordo com a constituição de Paquistão.

As meninas continuam ser mortas e as escolas explodidas. E a Malala, junto com a sua família, continua a falar sobre a situação de seu pais. Mas algo que achei muito lindo foi quando ela diz, "Não quero ser lembrada como a ' menina que foi baleada pelo Talibã' mas como a 'menina que lutou pela educação. Esta é a causa para a qual estou dedicando a minha vida."

"Amo Deus. Agradeço a meu Alá. Converso com Ele todo dia. É o maior. Ao me dar a altura para alcançar as pessoas, Ele também me deu grande responsabilidades. Paz em todo o lar, toda rua, toda aldeia, todo país - esse é o meu sonho. Educação para toda criança do mundo. Sentar numa cadeira e ler livros com todas as minhas amigas, em uma escola, é um direito meu. Ver todo ser humano com um sorriso de felicidade é o meu desejo."

Eu acho que tenho muito que aprender da Malala. As vezes não percebemos o privilégios que temos e como ela diz, "ninguém sabe o quanto vale cada órgão até perder um deles." Nesse caso, ninguém sabe os privilégios que tem, até alguém proibir de usa-las.  Espero que podemos ocupa-las para mudar o nosso mundo, de usar as palavras para falar contra essas injustiças e trazer um pouco mais de harmônia á vida.

"Que possamos pegar nossos livros e canetas, são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo."

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