O oceano no fim do caminho

21:53
Lá vou eu. Lá vou eu refletir novamente sobre esse livro. Lá vou eu me perder em pensamentos novamente. Me afundar nesse oceano.
Tem sentimentos que são difíceis de colocar em palavras. Tem sentimentos que são difíceis de sequer imaginar. Eu fiquei ali, na cama, a espera de uma luz quando terminei de ler esse livro. Desconsolada. Revirada. O que mais? Muito mais. Tudo mais. É um livro que não tem explicação. É sobre ser e sentir. É sobre perder, sobre lembrar o passado, voltar atrás no tempo. Eu me identifiquei inteiramente com o personagem principal, o narrador. Ele não tem nome. Ele pode ser qualquer um, eu ou você, quem sabe. É uma história tão delicada, fantasiosa, agoniante... É uma história incrível. Uma história que abriu um buraco no meu peito, um vazio. Mas ao mesmo tempo, uma coisa boa surgiu em mim.

Um homem de meia idade se encontra em uma situação díficil. Tem que encarar a morte de algum parente, não sabemos quem morreu. Ele simplesmente fugiu dessa situação dolorosa, o que eu também faria.
Foi até o lugar onde ele havia crescido, e lá, encontrou a casa de uma amiga da infância. Na casa dessa amiga existia um lago, que há muitos anos,ela o fez acreditar que era um oceano. E lá, ele começa a relembrar os acontecimentos estranhos que os dois viveram.
Esse oceano é um infinito, um universo. E lá está você, flutuando, imerso em sentimentos e pensamentos.

Leitura mega indicada. 
Na minha opinião foi um livro lindo. Livros lindos são aqueles que causam uma mistura de sentimentos tão forte que no momento você não consegue distinguir, só consegue sentir e seguir adiante na história. É como estar hipnotizado, encantado. 
Livros bons de verdade são assim, te prendem dentro dele e se prendem dentro de você. Cria-se um laço. 

Pessoas sentem as coisas diferentes, portanto, não posso garantir que você vá adorar essa história tanto quanto eu, mas acredito que vale muito a pena tentar.

Um comentário:

  1. Você escreve tão bem, Ri. Já fiquei com vontade de ler esse livro! Neil Gaiman, sempre faz pensar.

    Abraço grande, querida

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