O mundo fantástico das máquinas


Esse pequeno livrinho, faz parte de uma coleção maravilhosa de contos de Ficção Científica. Autores consagrados discutindo temas polêmicos como Deus ser uma máquina, um robô, é no mínimo muito interessante. 
A experiência de ler esse livro é fora do comum. O ambiente parece sempre o mesmo, sinistro, convidativo e mecânico. Quem é fã do gênero dificilmente não vai se entregar maravilhado á essa obra de arte.
O que acho verdadeiramente interessante é o fato de todos os contos terem uma força política muito grande por trás. Basicamente todos falam sobre política, isso comprova como desde sempre a política e a ciência toma conta do intelecto do homem da sociedade.
Seria difícil classificar apenas um conto desse livro como meu favorito, são todos realmente incríveis!
Na minha opinião, entrar em contato com um futuro previsto por pessoas do século passado, perceber como algumas teorias daquela época já é fato comum pra nós hoje é algo muito interessante.
Alguns autores mostram-se otimistas quanto ao futuro,acreditaram que as máquinas podem de fato nos ajudar a melhorar a sociedade onde vivemos e consequentemente, melhorar nossa qualidade de vida. Outros autores mostram-se pessimista quanto ao assunto, acreditaram que as máquinas do futuro vão nos destruir. Acho tudo isso muito fantástico, mas nos dias de hoje, podemos enxergar que as máquinas que fazem parte do nosso dia a dia tanto podem nos destruir como podem nos ajudar, e muito. 
O que você imagina quando pensa no futuro? Eu imagino milhares de coisas que não me parecem não estar tão longe de acontecer. Mas realmente acredito que a máquina não vai ultrapassar a inteligência humana a ponto de destruir-nos, acho que isso é exagero, mas veremos daqui uns 200 anos o que pode acontecer, eu não desejaria isso pra humanidade, apesar de tudo.
 De qualquer forma, as inteligências artificiais nesses contos carregam um ar solene e tomam atitudes definitivas, admiro a confiança das máquinas nelas próprias e a confiança dos humanos nelas. O conto "Disque F para Frankstein" do Arthur C. Clarke me deixou arrepiada ao perceber a inocência da máquina ao fazer o que faz, e pra variar, a culpa é dos humanos. Já o conto do Gordon R. Dickson "A chave inglesa" mostra como uma máquina é incrivelmente potente mas que pode falhar de alguma forma. Outro conto lindo, que eu amei foi "2066: dia de eleição" do Michael Shaara, se trata de uma máquina que há anos escolhe o homem perfeito pra assumir a presidência dos EUA, mas acontece que não existe mais nenhum homem perfeito aos olhos da máquina, e ai?
Agora, o conto do Isaac Asimov que tem nesse livro ( e tem também no "Eu, Robô") chamado "Prova" é FAN-TÁS-TI-CO! Sem palavras pro Asimov. Esse conto podia dar num belo filme, se é que já não existe (alguém ai, me diz!). Bem, foi o Asimov quem editou o livro e também escreveu o prefácio, lindo!

Enfim, mergulhar nesse sinistro mundo das máquinas e deixar-se levar pela imaginação potente dos escritores nos faz enxergar o mundo de forma diferente.

Um comentário:

  1. Isaac Asimov foi um escritor fantástico. Mas não apenas isto, foi um visionário, um pensador, uma daquelas pessoas que fizeram, com suas ideias sobre a sociedade, a diferença no mundo.

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