Madame Bovary


Janeiro de 2013.
Depois de ler "Submarino" (Joe Dunthorne), "A invenção de Hugo Cabret" ( Brian Selznick) e "Love Me Tender" (Audrey Couloumbis) pergunto pro Cassio: não sei que livro ler agora! Devo ler "Emma" da Jane Austen ou "Madame Bovary" do Gustave Flaubert? Ele não pensou duas vezes, respondeu rápido: Madame Bovary! E ontem comecei a densa e deliciosa leitura.
O romance do escritor francês foi escrito entre 1851 a 1856, publicado em seis volumes (uow!) no mesmo ano de 1856. A obra causou espanto na época, pois acusaram o autor de ter escrito um romance obsceno,ofendendo a religião e á moral pública. O interessante foi o fato de que esse comentário se espalhou e quando o romance foi publicado todo mundo queria ler! Quando li isso me lembrei do livro "50 tons de cinza" pois pra qualquer canto que você olha tem gente lendo, e quem ainda não leu diz que "está louco pra ler!" (me incluam fora dessa, ok?). Nada contra o romance(?) dos tons de cinza, mas a obra do Flaubert deve ser imensamente mais interessante de se ler, só pelo fato da discórdia que ela causou na época já vale!
Gostei de tudo o que li até agora e refletindo um pouco sobre a época, é possível perceber como era importante a posição social do indivíduo e seu dote, se você não tinha isso, meu amigo, você não tinha nada. E isso ainda se reflete até hoje, você é valorizado pelo carro que tem, pela conta bancária, pela roupa de griffe que veste... e por aí vai. Por isso é ainda mais interessante parar e fazer uma leitura dessa, perceber a diferença cultural, social, política daquela época e conseguir enquadrar um pouco disso no que temos hoje. E se um romance sobrevive á tantas mudanças e está aqui agora em minhas mãos é porque simplesmente ele vale a pena.

Estou animada com a leitura! Alguém aí já leu, gostaram?

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